Correr na praia: suar com estilo (e sem rolar no chão)

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Há um momento mágico do verão em que sentimos aquele impulso quase poético de largar tudo, correr para a praia e começar a treinar como se fôssemos protagonistas de um videoclip fitness. A areia, o mar, a vibe, tudo pede movimento. Mas antes de te imaginares num plano sequência ao pôr do sol, convém lembrar: correr na areia é lindo até ao momento em que começas a rolar no chão, literalmente, como cantavam os míticos Afonsinhos do Condado.

Mas vamos por partes. Correr na praia tem os seus encantos e benefícios reais. Primeiro, a areia é gentil com as tuas articulações. Menos impacto nos joelhos e tornozelos significa menos visitas ao fisioterapeuta e mais espaço para treinos consistentes. Depois, há a questão muscular: aquele solo fofinho obriga-te a trabalhar pernas, glúteos e abdominais de forma quase traiçoeira, mal dás por isso, estás a suar como se estivesses num HIIT improvisado com vista para o Atlântico.

E não nos esqueçamos do ambiente. O mar ali ao lado, a brisa salgada no rosto, o sol a dourar os ombros… tudo contribui para aquele estado zen com sabor a SPF 50. O mood eleva-se, o stress vai-se embora e, convenhamos, dá sempre um certo estilo dizer que “vou ali correr na praia”.

Agora, o outro lado da maré. A instabilidade da areia pode ser madrasta para quem não vai preparado. Entorses, bolhas e tendinites são os verdadeiros plot twists do verão se achares que consegues ir do sofá para a areia seca descalço, sem aquecimento, nem preparação. O sol, esse grande sedutor, também pode desidratar-te mais rápido do que um mojito ao fim da tarde, por isso, hidratação é lei.

Se estás a pensar experimentar, fica o plano à la Galindo (aka Daniel Galindo da VivaGym): começa com areia molhada, mais firme, mais amiga. Usa sapatilhas nos primeiros treinos. Respeita os teus limites. E alterna com outros terrenos, para não sobrecarregares os músculos como se estivesses em tour de verão.

Correr na praia pode mesmo ser uma excelente forma de juntar treino e paisagem, mas como tudo o que é bom na vida, exige moderação, bom senso e uma pitada de preparação. Porque ninguém quer acabar a gritar “rolar no chão” com lágrimas de dor em vez de riso.

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