Entre corsets e causas, eis o legado selvagem de Vivienne Westwood

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Há exposições que contam histórias, e depois há “Vivienne Westwood: O Salto da Tigresa”, no MUDE – Museu do Design e da Moda, em Lisboa. Esta mostra não só revisita cinco décadas de criações de uma das figuras mais ousadas da moda contemporânea, como celebra a sua rebeldia estética, o seu espírito provocador e o seu compromisso feroz com a liberdade criativa.

Inspirado no conceito filosófico de Walter Benjamin, o “Tiger’s Leap”, este “salto” que Westwood dá entre séculos transforma referências clássicas em explosões de estilo punk, em corsets subversivos, crinolinas desconstruídas e tartans reimaginados com uma coragem quase teatral. Porque, para Vivienne, moda nunca foi só roupa. Foi sempre mensagem, movimento, manifesto.

A exposição, desenhada por Luís Saraiva e com curadoria de Anabela Becho, apresenta cerca de 50 peças que vão do século XVIII ao XXI: vestuário, acessórios, fotografias, desenhos, livros e muita atitude. Cada vitrina é um desafio à convenção. Cada peça, um murro de seda ao conservadorismo.

E há também a Vivienne ativista, ecoando pelas salas do MUDE. Aquela que usava a passerelle como tribuna política, que confrontava o fast-fashion e defendia o planeta com slogans bordados em vestidos. Que fazia do design uma arma de consciência.

Até 12 de outubro de 2025, este é um mergulho obrigatório no universo de uma mulher que nunca quis agradar, mas sempre conseguiu impressionar.

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