Mais livros, menos burocracia. Governo promete reforço no Cheque-Livro

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O Cheque-Livro vai regressar até ao final do ano, agora com reforço financeiro e a promessa de um impacto mais real na promoção da leitura entre os jovens. A decisão foi confirmada pela ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, após uma primeira edição marcada por baixa adesão: apesar de cerca de 220 mil jovens serem elegíveis, apenas 47 mil cheques foram emitidos e a taxa de utilização ficou pelos 20%.

A nova edição será mais ambiciosa. Para lá do prolongamento do programa, o Governo está a preparar um aumento no valor dos cheques e um reforço da estratégia de comunicação. Uma das críticas mais fortes à edição anterior prende-se precisamente com a dificuldade no acesso ao vale, a necessidade de utilizar a Chave Móvel Digital afastou muitos potenciais leitores, e a presença do programa nas livrarias ainda não foi sentida como algo intuitivo.

A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros já veio a público sublinhar que é urgente tornar o processo mais simples e direto. “Não é com 20 euros que se criam leitores”, afirmou Miguel Pauseiro, presidente da associação. Para ele, o reforço financeiro é apenas parte da solução, é preciso também garantir que os jovens sabem que o programa existe, como funciona e onde podem usá-lo sem barreiras.

A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) está agora a preparar um relatório de avaliação para perceber os pontos fortes e fracos da primeira edição, e afinar a estratégia da próxima fase. A ideia é clara: chegar mais longe, com mais impacto.

Para Margarida Balseiro Lopes, esta iniciativa não se esgota num incentivo económico. É uma aposta na formação cultural, na literacia, na imaginação e no pensamento crítico. Em vez de um programa de consumo, é uma ferramenta de acesso ao conhecimento, um passo para criar leitores com voz, curiosidade e autonomia intelectual.

A segunda edição do Cheque-Livro tem tudo para ser mais do que um reforço orçamental. Pode ser um ponto de viragem na forma como se constrói o futuro cultural em Portugal.

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